terça-feira, 15 de maio de 2012

Bombeiros em Charlie precoce?


Alfa, Bravo e Charlie. As três graduações de risco das fases de combate a fogos florestais implicam dispositivos diferentes. Todas elas, no entanto, não obtêm efeitos recorrendo só a meios específicos de departamentos de Estado - da PSP à GNR, da Autoridade Florestal ao Instituto de Conservação da Natureza, da Força Especial de Bombeiros ao Grupo de Intervenção. A gestão de danos, patrimoniais ou humanos, passa - e muito - pelas cerca de 400 associações de bombeiros voluntários existentes em Portugal.
Não haja dúvidas: se há área de que os portugueses se orgulham é a do voluntariado, sob as mais diversas formas, e na qual os bombeiros ocupam posição cimeira. Estão na linha da frente dos incêndios ou das inundações, como são âncora indispensável no transporte ou no acompanhamento de doentes.
Os 30 mil bombeiros voluntários existentes no país dispõem apenas de virtudes?
Em todas as corporações há comportamentos desviantes - e os bombeiros não são exceção. Sabedores do seu papel crucial na sociedade funcionam, aqui e ali, como grupo de pressão; num posicionamento facilitado também pelo modo como o Estado se coloca a jeito, ao não dispor de meios alternativos de apoio às populações ou, então, juntando proveito à fama de mau pagador. Quando uma corporação de bombeiros vive na penúria, não dispõe sequer de dinheiro para combustíveis, por não receber a tempo e horas serviços contratualizados com o Estado, fica-lhe simplificada a postura reivindicativa.
Em nome da boa organização não é aceitável que o Governo fuja dos focos de incêndio com os bombeiros - leia-se capacidade negocial e clarificação de regras. Deve, porém, atender às prioridades e dispor de autoridade moral, sob pena de se tornar em pirómano.
Ontem, à boleia do anúncio de meios para o combate a fogos florestais na fase "Bravo" - de 15 de maio a 30 de junho -, ficou a saber-se estar o Governo a trabalhar num novo modelo de financiamento dos bombeiros voluntários. À Agência Lusa o secretário de Estado da Administração Interna revelou a convicção de que um processo de reestruturação "é incontornável e tem de começar pelos próprios interessados". Filipe Lobo d'Ávila defendeu a dama da reorganização considerando dispor o país de "um mapa territorial que, do ponto de vista dos corpos de bombeiros, não corresponde ao mapa de riscos em Portugal e, na maior parte dos casos, encontra-se desajustado da realidade e da necessidade de resposta que é preciso dar". Ou seja: sinergias de meios materiais e humanos, no mesmo concelho ou com concelhos vizinhos, evitarão - diminuirão? - investimentos.
Consequência óbvia do anúncio: as corporações de bombeiros estão já com a pulga atrás da orelha.
Não escapando os bombeiros ao conceito global de corte em corte até à penúria total do país, das duas uma: ou a racionalização de meios se faz na base do bom senso ou as labaredas da discórdia vão surgir antes do período-pico dos fogos florestais. O Charlie só começa a 1 de julho e até lá......

Fonte: JN

domingo, 13 de maio de 2012

Dois feridos em despiste de duas moto-quatro no Marão

Duas pessoas ficaram este domingo feridas, uma delas com gravidade, na sequência do despiste de duas moto-quatro na freguesia de Vila Cova, Alto da Cota, na zona do Marão.
Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real, o acidente ocorreu pelas 14.30 horas numa "zona montanhosa", tendo o ferido grave sido transportado de helicóptero para o Hospital de Vila Real.
O ferido ligeiro recebeu assistência no mesmo hospital, para onde foi transportado de ambulância.
No local estiveram meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real (Cruz Branca).

Fonte:Jn

sábado, 12 de maio de 2012

Inundações e cortes de estradas na ilha Terceira

 
As chuvas fortes que caíram durante a noite nos Açores provocaram inundações e cortes de estradas na ilha Terceira, disse este sábado à Lusa João Santos, do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).
De acordo com o coordenador do SRPCBA, o estado do tempo continuará "muito instável pelo menos até às 12h00" locais (13h00 em Lisboa).
João Santos adiantou que o serviço não tem "registo de situações que tenham provocado estragos dignos de referência", assinalando apenas "algumas pequenas inundações".
Relativamente às estradas interrompidas, o coordenador garantiu que a medida foi tomada apenas para agilizar os trabalhos de desobstrução e limpeza.
A Protecção Civil tem registo de pequenas situações em São Miguel, sendo a ilha Terceira a mais afetada, nomeadamente Angra do Heroísmo e as freguesias da zona litoral sul.
Segundo João Santos, há apenas conhecimento de um desalojado. "Algumas pessoas abandonaram as suas casas", alojando-se junto de familiares, mas somente "por precaução", acrescentou.
O coordenador da SRPCBA disse que não existem feridos "com gravidade", tendo as urgências hospitalares registado alguns casos de hipotermia e ataques de pânico.

Fonte: CM
Foto: António Araújo/Lusa

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Choque entre dois comboios em Caxias causa 33 feridos

Foto: Paulo Lourenço/JN
Foto: Paulo Lourenço/JN
 
Dois comboios colidiram, esta tarde, na estação de Caxias, na Linha de Cascais, em Oeiras. Ao todo, registaram-se 33 feridos, dois dos quais com gravidade moderada.
O acidente aconteceu por volta das 14.05 horas. De acordo com uma médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), 31 feridos são considerados ligeiros e dois moderados, com traumatismos cranianos e cervicais. Entre as vítimas do choque entre comboios, há 15 referenciados para apoio psicológico.
A Proteção Civil, que chegou a enunciar, na página online, 35 feridos, confirmou, também, que o número final de vítimas se cifra nas 33. De acordo com o comando da PSP de Lisboa, há também um morto, uma pessoa que foi trucidada por um comboio, antes do acidente.
Entertanto, ao final desta tarde, os 12 feridos transportados para o Hospital São Francisco Xavier já tiveral alta.
Filipe Palhau, responsável da Proteção Civil municipal de Oeiras, explicou que o acidente ocorreu na sequência de um atropelamento na estação de Paço de Arcos, anterior à de Caxias (no sentido Cascais-Lisboa), também no concelho de Oeira
Devido à supressão da circulação motivada pelo atropelamento, um comboio embateu na parte traseira de outro que estava parado já em Caxias.
A REFER disse que vai aguardar pelo inquérito às causas do acidente, antes de se pronunciar, enquanto a CP, que disse já ter ouvido o maquinista, reserva mais informações, também, para depois do inquérito.
No local estiveram várias ambulâncias do INEM e de bombeiros de várias corporações.
Segundo informação disponibilizada na página da Proteção Civil na Internet, no local estão 100 elementos de forças de socorro apoiados por 35 viaturas operacionais.


Fonte:Jn

Brigantino é o primeiro do Norte a presidir à JuveBombeiro


Paulo Ferro, dos Bombeiros Voluntários de Bragança, foi escolhido para presidente da Comissão Nacional Coordenadora da JuveBombeiro

Ingressou nos Bombeiros em 2004 com o objectivo de exercer o voluntariado, mas Paulo Ferro, 25 anos, bombeiro assalariado nos Voluntários de Bragança, mal imaginava na altura que oito anos depois seria escolhido para presidente da Comissão Nacional Coordenadora da Juve Bombeiro. Esta é a primeira vez que este organismo é dirigido por um bombeiro da região Norte, o que reveste o cargo de um maior significado. “É uma grande responsabilidade, mas como funcionamos em comissão eu tenho um representante em cada distrito, juntamos opiniões”, admitiu. O jovem está empenhado em trabalhar pela descentralização de muitos aspectos e espera poder chamar mais a atenção para os problemas dos bombeiros do Interior. “Também permite ter uma maior abrangência sobre a realidade dos bombeiros portugueses, uma vez que a realidade de Bragança é muito diferente de Portalegre ou Beja, para não falar de Lisboa e Porto”, explicou. Um dos maiores problemas dos jovens bombeiros das zonas do interior, tal como a da juventude em geral, é a falta de emprego na região. “Os voluntários do distrito de Bragança que também são estudantes muitas vezes são obrigados a ir estudar para cidades do Litoral e acaba por ser difícil manter a sua actividade como bombeiros no Interior”, referiu. Esta situação leva a que muitos abandonem o voluntariado, o que contribui para que muitos corpos de bombeiros tenham falta de jovens. “Isto sucede pelo menos durante a semana, pois ao fim-de-semana é frequente passarem nos bombeiros e certamente se aparecer um serviço vão executá-lo com gosto”, descreveu. O défice de formação ao Nível da Escola Nacional de Bombeiros preocupa Paulo Ferro, uma vez que alguns bombeiros não conseguem receber a formação completa, sobretudo em especialidades, como por exemplo incêndios florestais ou urbanos. “Há dificuldades em frequentar esses cursos nos corpos de bombeiros do interior. Há prazos para os bombeiros serem formados, mas a Escola Nacional de Bombeiros não consegue formar completamente um bombeiro como a legislação define”, afirmou.

Cada Federação Distrital tem um coordenador que pertence à Comissão Nacional da Juve Bombeiros, entidade que tem por missão “a mobilização dos jovens inseridos nos corpos de bombeiros de modo a sensibilizá-los e motivá-los para valores subjacentes ao activismo e ao voluntariado dos bombeiros para desenvolverem o espírito de iniciativa nos corpos de que fazem parte integrante”, explica Paulo Ferro. Deste conjunto de obrigações fazem parte a organização de seminários, acções lúdicas para bombeiros e projectos para os jovens soldados da paz do país. Paulo Ferro foi levado por um familiar para os bombeiros de Bragança, onde é bombeiro de segunda classe e assalariado. Continua a estudar, frequenta o curso de Engenharia Florestal no Instituto Politécnico de Bragança, mas nem sempre é fácil conjugar as duas actividades. “Agora estou a trabalhar por turnos para poder ir às aulas, mas não tenho tempo para estudar mas não é suficiente. É difícil conciliar tudo, praticamente só tenho tempo para ir fazer os exames”, contou. Tem tanta paixão pelos Bombeiros que confessa que o é “23 horas por dia”, mantém um blog dos Bombeiros de Bragança sempre actualizado com informação útil, seja acidentes ou alertas de temporais, além de que desta maneira pode os voluntários locais podem ter um contacto mais próximo da população ao mesmo tempo que divulgam o seu trabalho. O facto de saber que muitas vezes são a última alternativa das pessoas “é muito gratificante, é muito ao fim do dia saber que ajudamos alguém e com um sentimento de missão cumprida”.
Fonte:MensageirodeBragança Foto: G.L.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Chamas matam homem de 34 anos em Vila do Conde


Um homem de 34 anos morreu, esta segunda-feira à noite, num incêndio que destruiu a casa onde vivia, em Vairão, Vila do Conde.
Os Bombeiros de Vila do Conde receberam o alerta pelas 23.55 horas para acudirem a um incêndio numa casa de construção antiga, na freguesia de Vairão.
Os trabalhos dos bombeiros foram dificultados pela violência das chamas que consumiram os materiais antigos da casa.
O homem de 34 anos era o único morador da habitação e morreu na sequência do incêndio.
Não há, para já, qualquer indicação do que poderá ter estado na origem do incêndio.
No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, com oito veículos e 22 operacionais, para além da GNR e da Polícia Judiciária.
 
Fonte: JN