segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Viatura do INEM desviada para passar ministro

Uma ambulância do INEM em serviço de urgência a uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça, revelou ontem a TVI. A viatura ia buscar Alberto Martins a casa.
O caso, confirmado pelo INEM, aconteceu na passada quinta-feira, por volta das 12h30, e indignou os vizinhos que relataram o episódio à TVI. Os homens do instituto de emergência assistiam uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte no interior sua casa, na Rua da Quintinha, enquanto a ambulância aguardava para a transportar ao hospital. Como é norma o veículo fica ligado a assinalar a urgência enquanto os técnicos do INEM socorrem a vítima.
Enquanto a idosa era assistida, um elemento da PSP, que faz a segurança do ministro Alberto Martins, ordenou que a ambulância fosse retirada do local para o carro do ministro, que mora perto, passar. A viatura ao serviço de Alberto Martins ia buscar o ministro a casa.
Ambulância acabou por regressar à residência da idosa algum tempo depois, segundo os vizinhos, e acabou por transportar a doente ao hospital.
O INEM revelou à TVI que o incidente não afectou o socorro da vítima que já está em casa após internamento hospitalar. O responsável pela comunicação do INEM afirmou que por norma ninguém pode mudar uma ambulância de local.
Contactado pela estação de televisão, o gabinete do ministro Alberto Martins disse desconhecer em absoluto a situação.
Já a PSP garantiu que os agentes podem retirar uma ambulância de um local por motivos de força maior.

Fonte: Público

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Saco azul nos incêndios: Gil Martins acusado

A inspecção-geral da Administração Interna dá como provada a existência de um saco azul com o dinheiro do combate aos incêndios.
O comandante operacional nacional da Protecção Civil, Gil Martins, é acusado de ter montado um esquema que desviou 137 mil euros do estado. A TVI teve acesso ao relatório, que defende a demissão de Gil Martins.
O saco azul foi criado com verbas destinadas a pagar a comandantes e pessoal de apoio logístico com funções de coordenação das operações de combate aos fogos florestais.
Afirma a inspecção-geral da Administração Interna que, nos anos 2007 e 2008, o comandante nacional Gil Martins desviou quase 137 mil euros a partir das contas da corporação de bombeiros que fazia esses pagamentos.
Gil Martins contou com a colaboração preciosa do seu motorista, que ganhou a confiança das funcionárias da contabilidade da corporação. O motorista ia buscar os cheques, levantava o dinheiro e guardava-o zelosamente numa caixa. Gil Martins ia levantando o dinheiro da caixa à medida que apresentava recibos de despesas, que o motorista levava depois em sentido contrário à contabilidade dos bombeiros
O motorista ganhou dois telemóveis de marca e chamadas à borla pelo serviço de estafeta.
O dinheiro desviado serviu para pagar horas extraordinárias sem desconto de impostos a alguns comandantes, algumas delas fictícias. Mas o maior beneficiário, garantem os inspectores, foi mesmo Gil Martins. Levantou mais de 100 mil euros que serviram para comprar plasmas, máquinas fotográficas e pagar estadias em hotéis de luxo.

Fonte: IOL Diário

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bombeiros apoiam Gancho ao javali

Decorreu este sábado em Torre de Dona Chama um Gancho ao javali, organizado pelo clube Caça e Pesca da vila. Os bombeiros locais colaboraram no evento com a viatura VTPT-01, com a finalidade de colocar os caçadores na respetiva porta.




Fotos: Bbvtdc

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Emoção e dor no funeral de bombeiro ferido em incêndio

                                                                  foto Manuel Azevedo/Global Imagens

 
Foi num ambiente de grande emoção que foi hoje, quinta-feira, a enterrar Diamantino Sá, o bombeiro de Lourosa (Feira) que morreu após ter estado vários meses em coma, na sequência de ferimentos que sofreu num incêndio em Gondomar, em Agosto do ano passado.
"Estarás para sempre connosco Teixeira!", gritava insistentemente alguém entre a imensa multidão que, na tarde desta quinta-feira, se juntou no funeral do bombeiro de Lourosa que morreu na sequência dos ferimentos que sofreu no incêndio que já tinha vitimado a colega Josefa Santos.
Palavras que se perdiam entre as muitas palmas dos que se juntaram na igreja de Lourosa, onde decorreu a cerimónia fúnebre. Uma forma de prestar homenagem a Diamantino Sá, conhecido entre os colegas como Teixeira.
O cenário de lágrimas e de abraços prolongados de conforto entre os elementos dos bombeiros repetiram-se ao longo da tarde. Momentos de consternação que foram também vividos pelos habitantes que marcaram presença na cerimónia.
O bombeiro, que estava ao serviço dos voluntários de Lourosa desde 1975, é a segunda vítima mortal do incêndio ocorrido a 10 de Agosto em Monte Meda, Gondomar.
Apesar das suspeitas que na altura se levantaram em relação à possível origem criminosa do incêndio, o comando dos bombeiros voluntários de Lourosa afirma não ter, ainda, qualquer informação sobre o desenrolar das investigações, ou se as mesmas ainda prosseguem.


Fonte: JN

A administração deste blog, aproveita para deste modo dar as mais sentidas condolências á familia e aos B. V. Lourosa.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curso de salvamento e socorro em Águas Bravas

A Câmara Municipal de Arouca, com a coordenação técnica da Associação de Salvamento Aquático (ASAMAR) e da Água Selvagem Rescue 3/Brasil promovem o curso de "Swiftwater Rescue Technician".
Esta acção de formação decorre no rio Paiva, de 14 a 17 de Março. Para mais informações, contacte os serviços da autarquia, através do email viaverde@cm-arouca.pt ou do telefone 256 940 237.
As actividades deste curso de salvamento e resgate em "Águas Bravas" envolvem as empresas que operam no rio Paiva, e contam, ainda, com a participação activa das corporações de bombeiros de Arouca, Cinfães e Castelo de Paiva, numa lógica de cooperação integrada.


Fonte: Notícias de Aveiro

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Travagem brusca na ponte 25 Abril faz nove feridos

Nove pessoas ficaram hoje, segunda-feira, feridas na sequência de uma travagem brusca do autocarro em que seguiam, na Ponte 25 de Abril, em Lisboa.
Segundo fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica, que socorreu as vítimas, o alerta foi dado às 9.37 horas e os nove feridos ligeiros foram transportados para o Hospital Garcia de Orta.
No local estiveram a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Santa Maria e uma mota de emergência, além dos bombeiros de Cacilhas, Trafaria e Almada.


Fonte: JN

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bombeiros: Meia centena de jovens formam-se nas Caldas da Rainha

                                                                                         Foto: Marques Valentim


Os Voluntários das Caldas da Rainha apostaram forte na formação dos mais jovens para contarem com mais bombeiros no futuro. As escolas de infantes, cadetes e aspirantes contam com meia centena de jovens e há 30 bombeiros prontos envolvidos nestas formações. Estes querem “jovens mais preparados e capazes”, mas criticam os incentivos para os bombeiros.
O comando dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha tomou posse há perto de um ano e uma das prioridades que traçou foi a dinamização do corpo de bombeiros, apostando nos jovens.
“O corpo de bombeiros, que já teve muitos mais bombeiros de que tem neste momento, tinha de ter uma dinâmica nova. Uma dinâmica de formação.
Não fazia sentido que este corpo de bombeiros, que serve uma cidade com 60 mil habitantes, fizesse um juramento de bandeira com cinco ou seis elementos em cada ano”, afirma o comandante José António Silva.
Querendo fazer crescer o efectivo, o comando de Caldas da Rainha apostou fortemente nos mais jovens. Com escolas de infantes (dos 6 aos 15 anos), cadetes (16 e 17 anos) e estagiários (a partir dos 18 anos) desde Março, meia centena de jovens estão em formação.
No entanto, o comandante José António Silva não quer apenas que ali se formem bombeiros, quer mais do que isso: “Estas escolas de infantes e cadetes não são vocacionadas exclusivamente para a formação do bombeiro; são vocacionadas exclusivamente para a formação dos jovens. Para além de os colocarmos a fazer algumas coisas que os bombeiros fazem, mas de forma mais aligeirada, fazemos um acompanhamento muito directo da vida do jovem no seu dia-a-dia escolar e apoiamo-los ao nível do currículo escolar”.

Reviravolta nos bombeiros

“Não queremos só criar bombeiros, queremos também criar homens com formação”, afirma o 2.º comandante, Carlos Pacheco, responsável pela área de formação dos Voluntários das Caldas da Rainha.
A vinda dos jovens foi “bem aceite” pelos bombeiros e uma “lufada de ar fresco”, conta o 2.º comandante, explicando que “começámos com 12 jovens no primeiro fim-de-semana; no seguindo já eram o dobro e o número tem vindo a crescer. É gratificante e engraçado ver os pequeninos já com técnicas que nós aprendemos na escola para bombeiros de 3.ª. É muito bom e uma reviravolta grande na maneira de estar aqui, nos bombeiros”. Ainda segundo Carlos Pacheco, “o nosso objectivo é ir buscá-los mais cedo, e desde pequenos encaminhá-los para a vida dos bombeiros”.
A ideia da aposta nos mais jovens surgiu após a realização dos Concursos Nacionais de Manobras organizados pela Liga dos Bombeiros Portugueses naquela cidade, em Junho de 2009. “As manobras são umas das matérias do plano que estão a cumprir. A partir de Janeiro, já começam a treinar. Vamos concorrer de novo no Concurso Nacional de Manobras”, afirma o 2.º comandante, Carlos Pacheco, acrescentando que há “30 bombeiros envolvidos nestas formações”.

“Afeiçoei-me a eles”

Um deles é Luís Ventura, bombeiro de 1.ª e responsável pelos cadetes. “Entrei para a fanfarra em 1982, jurei bandeira em 1985, e já tenho um filho bombeiro e outro a caminhar para ser bombeiro”, diz ele. Luís Ventura diz gostar de “lidar com os miúdos. Também faço parte da fanfarra e lido com os miúdos há perto de 30 anos. Quando terminaram as manobras, era uma lacuna eles não ficarem com ninguém, porque eu afeiçoei-me a eles e eles a mim, e eu, por proposta do 2.º comandante, continuei”. A nível curricular, Luís Ventura explica que “temos várias actividades para os preparar para, no futuro, serem bombeiros. Nomeadamente na área do pré-hospitalar, trabalhar com extintores, combate a incêndios urbanos num contentor, escada de ganchos, 'slide', descidas com o descensor em oito, busca e salvamento, topografia. Fizemos 'pedipapers' com cartas topográficas, para eles se habituarem à nossa dinâmica de bombeiro. Eles gostam de tudo o que seja actividades fora da sala de aulas, o que eu compreendo, depois de uma semana na escola.

“Aprendemos muito”

Os infantes têm como responsável Bruna Sousa. A bombeira de 2.ª está nos bombeiros há perto de 13 anos e é profissional há dois. Segundo Bruna Sousa, os infantes “são jovens curiosos, com muita energia, e é muito giro trabalhar com eles. Nós ensinamos, mas também aprendemos muito com eles”.
A bombeira louva a ideia do 2.º comandante, afirmando que “é uma nova dinâmica para o corpo de bombeiros”, que tem como “principal objectivo que eles cheguem a bombeiros, mas fazemos tudo para que venham a ser seres humanos mais responsáveis, e jovens mais preparados e capazes”.

Criticas à legislação

Os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha podem “contar com 15 novos bombeiros para Maio e já temos 18 inscrições para a nova escola de recruta em Fevereiro”, afirma o comandante José António Silva.
No entanto, segundo o responsável, “fardar estes jovens não é barato e é uma dificuldade num momento em que o próprio Pais atravessa dificuldades e a população das Caldas da Rainha não tem a mesma disponibilidade para apoiar os seus bombeiros. A Direcção luta com muitas dificuldades, mas, se não houver uma aposta em potencial humano, nós corremos o risco de que aconteça aqui aquilo que se verifica noutras áreas do País. É com muita tristeza minha que, este ano, cheguei a verificar que houve incêndios que estiveram a decorrer durante 20 horas, com 10, 15 bombeiros, porque não havia mais naquela zona. E nós não queremos que isso aconteça no nosso distrito”.

A insatisfação do comandante vai mais longe e ele critica a actual legislação.

“Este comando não aceita de forma alguma as alterações que houve na legislação. Não aceitamos que os incentivos para se ser bombeiro sejam cada vez mais prejudicados”. De uma forma irónica, José António Silva descreve: “Até há pouco tempo, por cada cinco anos de bombeiro, nós somávamos um ano de desconto em segurança social. Agora, como temos menos bombeiros, passamos a sete anos de bombeiro para somar um ano de desconto para a segurança social. É um excelente incentivo!... Por outro lado, também é um excelente incentivo dizer a um bombeiro que ele tem incentivos escolares no ensino superior quando tiver dois anos de função. Como um bombeiro só pode sê-lo aos 18 anos, e nessa idade já está na universidade, quer dizer que só passa a ter incentivos escolares quando andar no terceiro ano. Por outro lado, os nossos jovens, que só podem ser bombeiros aos 18 anos, não podem fazer formação em contexto operacional antes. Eu tenho uma escola de estagiários que vão jurar bandeira, e só vão poder fazer formação para apagar incêndios na próxima época de incêndios florestais. Porque se torcem um pé num incêndio antes dos 18 anos, o seguro não paga. Eu pergunto: um miúdo com 16 anos pode tirar a carta de caçador e andar com a arma às costas, atrás dos coelhos, e sujeito a pregar um tiro em quem lhe aparecer à frente. Para isso, já pode ser responsabilizado. Será que está tudo bem nos bombeiros? Será que esta legislação a nível nacional é a mais adequada?”.

Andreia Mendes, cadete, 16 anos: É o que eu quero para mim
“Gosto muito de ajudar as pessoas. É uma instituição muito solidária e acolhedora. É espectacular! O trabalho dos bombeiros é muito gratificante e é o que eu quero para mim. Consegui trazer a minha mãe para os bombeiros, o que a incentivou a estudar, e hoje ser bombeira é a coisa que ela mais gosta”.

Tânia Barros, infante, 15 anos: São heróis
“Os bombeiros são para mim uns heróis. Eu gosto de estar nos bombeiros e, além do mais, é divertido”.

Hugo Faustino, infante, 15 anos: São uma família
“Os bombeiros são uma família e eu tenho neste corpo de bombeiros a minha mãe, o meu pai, a minha madrasta e o meu avô materno. Eu praticamente nasci nos bombeiros e os bombeiros souberam do meu nascimento mesmo antes do meu pai. Profissionalmente, gostava de ser tripulante de ambulância. Na escola de infantes, além da área da saúde, gostei do simulacro de incêndios urbanos e das manobras com escadas de ganchos”.

Joana Rocha, infante, 10 anos: Ganhei muitos amigos
“Já ganhei muitos amigos aqui. Gosto muito de vir aos bombeiros. Gostei de tudo, mas principalmente de subir as escadas e do socorrismo”.

Luis Faustino, infante, 12 anos: Servem para muitos fins
“Os bombeiros servem para muitos fins. Gostei muito de passar da auto-escada para a torre. Ainda não sei o que vou ser, mas ser bombeiro é uma hipótese”.

Patrícia Falacha, infante, 10 anos: Fiz muitos amigos
“Já fiz muitos amigos. Gosto de tudo, mas gostei muito de fazer mergulho”.

Bernardo Branco, 10 anos: Quero ser bombeiro
“O meu pai é bombeiro, falou-me desta escola e eu vim logo. Os bombeiros salvam pessoas e apagam fogo. Gostava de salvar pessoas. Gosto muito de socorrismo. Quero ser bombeiro”.


Fonte: Jornal Bombeiros de Portugal