sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Homem morre encarcerado após despiste de camião

                                                          foto nuno Cerqueira/jn

O despiste de um camião, ao início da tarde, entre Silveiros e Monte Fralães, Barcelos, na estrada nacional 204, provocou um morto e um ferido. A vítima, o ajudante do condutor, esteve encarcerado mais de três horas e acabou por não resistir aos ferimentos.
O condutor do veículo pesado saiu do acidente com ferimentos ligeiros, mas o seu ajudante, de 43 anos, ficou encarcerado no interior da cabina que ficou caída para um regato.
Três horas e meia após o acidente, que ocorreu cerca das 14.30 horas, os bombeiros conseguiram retirar, sem vida, Jonas Rufino, natural do Brasil e residente em Meadela, Viana do Castelo, e que seguia como ajudante no camião acidentado.
Segundo as autoridades envolvidas nas operações de salvamento, o mau acondicionamento da carga e o rebentamento de um pneu do tractor do camião são apontadas como causas prováveis do acidente.
No acidente, o camião abalroou um ligeiro, tendo provocado ferimentos no seu condutor que foi transportado para o hospital.
O camião era conduzido por um cidadão português e pertence à empresa CofriVigo, com sede em Porrinho, Espanha.


Fonte: JN 

Bombeiros do Beato em quartel decrépito




Nem as pinceladas, remendos com pladur ou a habilidade de alguns bombeiros para a electricidade ou carpintaria conseguem mascarar a realidade: o quartel dos Bombeiros do Beato não tem ponta por onde se pegue. Quando chove são eles que precisam de ajuda.
Ainda recentemente, quando a capital foi atingida por grandes chuvadas, os homens escalados para pernoitar no quartel, para ficarem de prevenção, foram também eles vítimas da intempérie.
A água entrou e molhou os colchões e cobertores de quem estava a dormir no chão. E dormiam no chão, porque não há, naquelas instalações, outro local para pernoitar. As camaratas são exíguas, tal como tudo o resto nas antigas cavalariças do Palácio do Conde de Lafões, onde estão sedeados desde 1932, altura da fundação.
"Naquele tempo, as cavalariças até poderiam ter algum luxo, mas agora seguramente que não. Isto é indigno para animais, quanto mais para pessoas", queixa-se Isolino Amarante, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais.
Isolino Amarante assumiu a direcção em Outubro de 2009 e encontrar um novo quartel transformou-se num "cavalo de batalha", até porque, diz, nos últimos dois anos, estiveram sempre acima das seis mil saídas e apoiaram o combate aos incêndios do Verão.
Recorda que, no ano passado, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade uma proposta dos vereadores do movimento "Lisboa com Carmona", a qual reconhecia que o quartel não tinha quaisquer condições e propunha que as instalações fossem transferidas para um edifício situado junto ao Palácio da Mitra, que já acolheu um posto municipal de bombeiros.
Já este mês, numa reunião descentralizada, Isolino Amarante chamou novamente a atenção do executivo para o problema. "Saí de lá sem respostas concretas", lamentou, acrescentando que o vereador responsável pelo pelouro da Protecção Civil, Manuel de Brito, está a par da situação.
"Nós não queremos luxos, apenas funcionalidade", frisou o presidente da corporação, sublinhando que o espaço junto ao Palácio da Mitra é suficientemente grande para acolher também as viaturas, que estão actualmente estacionadas na via pública.
A pedido dos bombeiros, a Câmara chegou a ceder, a título precário, um barracão para que a corporação pudesse guardar algum material de apoio, mas os dois botes semi-rígidos acabaram furados com facas e uma ambulância foi brutalmente vandalizada.
"Para se ser bombeiro no Beato é preciso gostar e ser o melhor dos bombeiros. Ninguém quer estar nestas situações", reconhece, por sua vez, Mário Ribeiro, comandante da corporação.


Fonte: JN

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Faro: Explosão em escola fere professora

Uma pequena explosão numa bateria, que recebe energia dos painéis solares da Escola E B 2,3 Santo António do Alto, provocou esta quinta-feira ferimentos ligeiros numa professora, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro.
O incidente ocorreu cerca das 17h00, numa arrecadação da escola, quando a professora, de 33 anos, estava a verificar o nível de água da bateria, informou à agência Lusa Valdemar Santos, da direcção do estabelecimento de ensino.
Segundo o professor terá sido um foco de ignição, que não soube especificar, conjugado com a acumulação de gases no local o motivo da explosão da bateria, semelhante à de um automóvel.
De acordo com fonte da Força Operacional Conjunta (FOCON), a pequena explosão pode ser sido espoletada por um isqueiro.
A professora deu entrada no Hospital Central de Faro para observação, mas às18h20 já tinha recebido alta.
A escola manteve-se a funcionar normalmente, acrescentou Valdemar Santos.
No local estiveram os Bombeiros de Faro, a PSP e o INEM.

 
Fonte: CM

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Alemão passa dois dias com mulher morta em casa



Um sexagenário, de nacionalidade alemã, esteve durante dois dias a viver com a mulher morta em casa, na localidade de Ginetes, na ilha de São Miguel, Açores. A mulher foi ontem encontrada morta em casa – ao que parece de causas naturais –, enquanto o marido, que sofre de Alzheimer, permanecia sentado no sofá. Pensava que a mulher estava a dormir.
O alerta foi dado ontem, por volta do meio-dia, quando uma vizinha estranhou a ausência prolongada da vítima, de 61 anos, alemã, mas a residir com o marido em Ginetes há 14 anos.
Quando os bombeiros chegaram ao local, a mulher estava deitada no chão, perto da cozinha, com a cara parcialmente desfigurada, ao que tudo indica por causa de três cães que tinham em casa. O marido foi transportado ao hospital.

Fonte: CM

Foto do Helicóptero da TVI




A administração deste blog, agradece ao nosso leitor, (preferiu anonimato) o facto de nos ter enviado esta foto.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

“Foi milagre não terem morrido”

"O helicóptero fazia muito barulho e vinha a descer de lado. Quando olhei pensei logo: eles vão cair e não vão escapar. Foi mesmo um milagre não terem morrido", disse ao CM Sofia Espalha, 67 anos, uma das testemunhas do acidente. A equipa no helicóptero, da empresa Heliportugal, sediada em S. Domingos de Rana, Cascais, preparava-se, pelas 09h00, para dar conta do trânsito na Margem Sul, cerca de uma hora depois de terem descolado da base, em Tires.

Luís Barbosa e Marisa Ribeiro foram assistidos no local, e depois transferidos para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, de onde já tiveram alta. "Estavam assustados mas o seu estado não inspirava preocupações. Apesar de conscientes, ainda nos explicaram o acidente", disse José Raimundo, chefe de operações dos bombeiros do Seixal, ao final da manhã. "Quando recebemos o alerta imaginámos o pior cenário até por tudo o que está à volta deste local", acrescenta. Junto ao campo de oliveiras, normalmente utilizado por moradores para caminhadas, está um supermercado e, a 300 metros, a A2, onde àquela hora passavam milhares de condutores. Durante toda a manhã estiveram no local vários peritos do Instituto Nacional de Aviação Civil para averiguar as causas do acidente.


RISCO DE EXPLOSÃO ASSUSTA MORADORES


Desde o primeiro momento das operações de socorro que a preocupação foi evitar a explosão do aparelho. E, por isso, foi criado um perímetro de segurança, de forma que se isolasse o helicóptero. O primeiro procedimento foi cobrir o aparelho de espuma utilizada para evitar a deflagração – neve carbónica.
"O helicóptero ficou estável e não representava perigo", disse o chefe José Raimundo. Vários moradores, no local, estavam preocupados com as consequências de um incêndio. "O aparelho não chegou a arder, mas o depósito de combustível estava quase cheio, o que fez com que a nossa preocupação fosse maior. No entanto, o depósito estava isolado e facilitou as operações", adiantou o chefe Raimundo.
Junto ao campo de oliveiras onde o helicóptero caiu, havia ainda uma zona residencial. "Ficámos muito assustados. Podia ter ardido e passar para o lado das nossas casas. Já foi uma sorte os ocupantes terem escapado. Apesar de tudo, acabou por correr tudo bem", afirmou ao nosso jornal Emília Matos, uma das moradoras da zona.

TRINTA BOMBEIROS EM OPERAÇÕES DE SOCORRO

O alerta aos bombeiros foi dado perto das 09h00. Para o local foram desde logo enviados cerca de 30 bombeiros para prestar os primeiros socorros. "Tivemos a preocupação de manter no local todos os meios que considerávamos necessários perante aquele cenário", disse ao CM o chefe José Raimundo, dos bombeiros dos Voluntários do Seixal. Além disso, foram encaminhadas para o local uma VMER e mais duas ambulância para o transporte dos dois feridos.

PSP REFORÇOU-SE NO LOCAL PARA TRAVAR CURIOSOS

Durante toda a manhã de ontem foram vários os curiosos que se juntaram em Corroios, no Seixal, para verem o helicóptero que foi obrigado a uma aterragem de emergência. Presente no local, a PSP do Seixal foi mesmo obrigada a recorrer a um reforço policial. Por isso, foi chamada uma Equipa de Intervenção Rápida para impedir que as pessoas passassem o perímetro de segurança imposto pelos bombeiros.


HELICÓPTERO BATE RECORDE MUNDIAL NO EVEREST


O helicóptero AS 350 B3, da série Eurocopter, modelo que ontem se despenhou, entrou para a história mundial em 14 de Maio de 2005, ao tornar-se no primeiro a aterrar no topo do monte Evereste, a uma altitude de 8850 metros, o que constitui um recorde mundial. Esta aeronave é considerada uma das melhores a voar em altitude e em condições com temperaturas bastante elevadas.

DISCURSO DIRECTO

"PILOTOS SÃO QUALIFICADOS", António Valente, Piloto de helicópteros

Correio da Manhã - Quais os riscos de pilotar um helicóptero?
António Valente – Neste tipo de voos a baixa altitude é preciso ter uma atenção permanente a antenas, cabos de alta tensão, árvores ou mesmo aos pássaros.
– Qual deve ser o comportamento do piloto?
– Normalmente, defendem-se reduzindo a velocidade, em alguns casos até o helicóptero ficar praticamente suspenso no ar.
– Em caso de emergência, como se deve proceder?
– Nestes voos, e com pouca visibilidade, o piloto tem uma área de aterragem muito mais reduzida. Em caso de avaria, aconselha-se uma descida em auto-rotação, em que o piloto controla o helicóptero até ao local indicado.
– A experiência do piloto é fundamental?
– Sem dúvida. Mas eu conheço a maioria dos pilotos em Portugal e posso garantir que são altamente qualificados, conscientes e experientes.


Fonte: CM

domingo, 9 de janeiro de 2011

Bombeiros ameaçam não trabalhar no Rali de Portugal


Vários bombeiros ameaçam "não ir ao Rali de Portugal" este ano se não receberem os pagamentos pelo serviço prestado na edição de 2010. Segundo Filipe Susana, um elemento dos Voluntários de Castro Verde, em declarações prestadas à Lusa, a situação afecta bombeiros do distrito de Beja e elementos do Algarve. "Só vamos se nos pagarem e, não havendo segurança, o rali não é realizado, só se infringir as leis", sublinhou.
São entre vinte e trinta bombeiros do distrito de Beja, e mais uns elementos da região do Algarve. Segundo Filipe Susana, estão em causa entre 120 e 130 euros por cada bombeiro, correspondente ao pagamento de 10 euros por hora, que deveriam ter sido pagos pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) ao fim de sete dias úteis.
"Só os senhores do INEM receberam a sua parte", salientou o elemento dos Voluntários de Castro Verde. "Só o pessoal médico e enfermeiros é que receberam. Bombeiros e GNR nada!"
Quando contactado pela Lusa, o ACP, que confirmou que o Ministério da Administrição Interna está "ao corrente" da situação, mas confessou que "nós também não recebemos um milhão, em falta do Instituto do Desporto. Assim que recebermos será tudo pago, obviamente".


Fonte: RTP