terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tornado fez 36 feridos e vários desalojados

O tornado que atingiu o concelho de Tomar provocou 36 feridos, 19 dos quais crianças, disse à agência Lusa fonte da coordenadora do dispositivo de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Raquel Ramos.
Raquel Ramos esclareceu que todos os feridos foram transportados para o hospital de Tomar, tendo o INEM atendido cinco vítimas (três crianças e dois adultos) que apenas necessitavam de apoio psicológico e outras quatro que acabaram por ter alta no local.
Uma das crianças acabou por ser transferida para o hospital de Abrantes por necessidade de realização de tomografia axial computorizada.
«A maioria das pessoas já teve alta», ressalvou a fonte do INEM, acrescentando que «trata-se, sobretudo, de pequenas escoriações decorrentes da projecção de partes das estruturas das casas».
Segundo informação disponibilizada pelo posto de comando, sedeado nos Bombeiros Municipais, 87 bombeiros e cerca de 40 veículos das corporações de Tomar, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Caxarias, Ourém, Torres Novas, Constância e Abrantes foram mobilizados.
A Força Especial de Bombeiros, sedeada no Sardoal, e os Sapadores Florestais de Tomar, também intervieram para apoiar as pessoas afectadas pelo mau tempo, assim como 18 elementos com oito viaturas do INEM, a quem coube também, além do socorro, prestar o apoio psicológico.
Igualmente técnicas da Segurança Social estão em Tomar para dar apoio psicológico, assim como para fazer o levantamento de eventuais necessidades de alojamento.
«Neste momento, há a indicação de que pelo menos um senhor, que vivia sozinho na freguesia de São João Batista, na cidade, necessita de alojamento para esta noite, estando a ser providenciada a sua estada numa pensão», referiu uma das técnicas.
Duas pensões da cidade de Tomar estão de prevenção para acolher mais desalojados, assim como o Regimento de Infantaria n. 15.
O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvelo de Sousa, adiantou que dezenas de funcionários da autarquia estão mobilizados para apoiar as pessoas, assim como para proceder à limpeza das vias que ficaram obstruídas pelos destroços e aferir as condições de segurança das habitações.
Corvelo de Sousa explicou que os efeitos do tornado, segundo o Instituto de Meteorologia, não se sentiram apenas na cidade, mas também nos arredores. «A gravidade da situação foi diferente consoante os lugares», adiantou, explicando que «há um número ainda não determinado, mas elevado, de casas destruídas total ou parcialmente quer na cidade quer na zona rural», cujo levantamento «está em curso».
Por outro lado, o autarca, que activou o plano de emergência municipal, referiu que há desalojados, embora não saiba quantificar quantos, tanto mais porque quase a totalidade das pessoas vai ficar em casa de familiares. O Governo Civil de Santarém estima mais de 200 casas danificadas.
Segundo Carlos Catalão, chefe de gabinete da governadora civil de Santarém, Sónia Safona, a região tem sido afectada por fenómenos meteorológicos semelhantes ao que atingiu Tomar e Ferreira do Zêzere. No entanto, a ocorrência hoje registada foi «a mais violenta» desde pelo menos 2006.
«Isto tem a ver com as alterações climáticas e, ano após ano, tem vindo a atingir cada vez mais violência», acrescentou. Desde 2006, «houve todos os anos pelo menos uma ocorrência deste género», segundo Carlos Catalão.
O chefe de gabinete recordou que no ano passado uma central fotovoltaica, na freguesia de Areias, concelho de Ferreira do Zêzere, foi destruída por um temporal.
Em 2008, um fenómeno com características semelhantes atingiu a povoação de Amiais (Santarém), Alcanena e Torres Novas, adiantou Carlos Catalão.

Fonte: Diario IOL

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Trabalhador morre após descarga eléctrica

Um jovem de 21 anos morreu hoje, segunda-feira, após ter sofrido uma descarga eléctrica seguida de queda quando procedia à montagem de uma linha de média tensão num poste junto a Argoselo (Vimioso), disse o comandante dos bombeiros locais.
João Afonso afirmou que o acidente se deu após uma descarga elétrica, seguida de uma queda.
Tudo aconteceu por volta das 11.30 horas quando o electricista procedia à montagem de uma das linhas de média tensão que vão fazer a ligação ente Argoselo e Coelhoso.
As equipas de socorro depararam-se com alguma dificuldades para chegar ao local do acidente, tendo mesmo de recorrer a viaturas de todo o terreno, avançou o comandante.
"Quando chegámos ao local, já se encontrava em paragem cardio-respiratória e nada pôde ser feito para lhe salvar a vida", acrescentou o responsável.
O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica estacionado em Macedo de Cavaleiros ainda foi accionado mas não chegou a ser necessária a sua utilização.
O electricista residente na Figueira da Foz, estava ao serviço da Bragalux, uma empresa subempreiteira da REN.
No espaço de um mês é já a quarta vítima de acidentes a envolver electricistas de media e alta tensão, sendo que dois dos acidentes se tornaram fatais.
A autoridade para as Condições de Trabalho já tomou conta ocorrência.


Fonte: JN

domingo, 5 de dezembro de 2010

Explosão num carro obriga a fuga pelas varandas





Muita aflição em evacução de três prédios em S. Mamede de Infesta, Matosinhos


Uma explosão num carro, seguida de incêndio que danificou mais dois veículos, causou, hoje, sábado, cerca das 20 horas, momentos de aflição em três prédios em S. Mamede de Infesta, Matosinhos. Mais de 50 pessoas foram evacuadas, algumas pelas varandas.
João Silva chegou ontem a casa, com o filho Hélder, de 13 anos, às 19.45 horas. O elevador, porém, em vez de transportá-los para o quarto andar, levou-os à garagem comum da urbanização na Travessa Marechal Gomes da Costa. "Mal a porta abriu apanhei com uma nuvem de fumo. Não conseguia ver nada. Corri a buscar um extintor e tentei apagar o fogo que saía por um motor de um carro", contou, ao JN, João, morador que também é bombeiro.
"Como o extintor acabou, ainda procurei um segundo. Não consegui fazer mais nada. Havia uma carga térmica muito grande. Tive de sair", acrescentou, afirmando que a sua grande preocupação era o filho, que é candidato a bombeiro, que sempre ficou a seu lado. E foi Hélder quem avisou a corporação de S. Mamede de Infesta, cujo quartel fica na vizinhança. O jovem teve, mais tarde, de receber tratamento devido à inalação de fumo.

Resgatados tranquilamente

Lentamente, os cerca de 50 moradores dos três prédios atingidos pelo fumo que subiu da garagem, na cave, até ao quarto andar, foram dando conta do sucedido pelo cheiro intenso a queimado que lhes chegava pelas frinchas das portas. Alguns, decidiram sair logo de casa procurando as entradas principais. Outros ficaram retidos. Foi por uma escada Magirus que acabaram evacuados por varandas, num resgate que, sendo de aflição, correu tranquilamente.
Filomena Azevedo foi das últimas a descer pela escada. Fê-lo em sobressalto: procurava, enquanto descia, os dois filhos que já tinham sido resgatados, a Margarida, de nove meses, e o Gonçalo, de quatro anos. Encontrou-os na rua, com familiares, juntamente com o marido que entretanto tinha vindo a correr do trabalho. "Foi um susto muito grande, sobretudo porque me vi sozinha com as crianças pequenas e não sabia de onde vinha o cheiro, que era muito esquisito", contou.
"Vivemos neste prédio há 15 dias. Ainda estamos a receber móveis. E acontece isto", lamentava Rui Pereira, marido de Filomena, ambos do Marco de Canaveses.
Paulo Campos, que foi retirado de casa pela escada, tal qual a mulher grávida de oito meses (que precisou de assistência da equipa do INEM), o filho de cinco anos e a sogra, temia que um dos dois carros danificados pelo fogo fosse o dele. "Ouvi um barulho muito forte. Depois, seguiu-se uma explosão e começamos a ver muito fumo no prédio. Como abri a porta, apanhei com ele dentro de casa. Fugimos para a varanda ", relatou.
O carro que explodiu, aparentemente devido a problemas com o motor, era movido a gasolina e, ontem, horas depois do acidente ainda não se sabia sequer de marca era nem a quem pertencia.

"Grande pandemónio"

"O maior risco neste caso foi o facto do fumo ter invadido os prédios. Foi um grande pandemónio porque estamos a falar de três prédios afectados por uma garagem comum, local de explosão e incêndio", afirmou, ao JN, o comandante da corporação de Leça de Balio, Rogério Seabra.
João Silva, um dos heróis desta história que acabou com o regresso dos moradores aos prédios cerca das 22.30 horas, tem outro episódio para recordar: o facto de ter conseguido salvar o gato, Jeco, subindo uma escada de gancho.
Para além dos bombeiros de S. Mamede de Infesta e de Leça do Balio, estiveram no socorro os de Areosa e os Portuenses. Elementos da Protecção Civil e da PSP também participaram na operação.


Fonte: JN

Resgatados dois homens retidos pela neve num parque eólico

Dois técnicos da empresa de manutenção do parque eólico do Cabeço Grande, em Sabuzedo, Montalegre, ficaram hoje, sábado, presos no parque devido à queda de neve, mas "já foram resgatados", disse o comandante dos Bombeiros de Montalegre, David Teixeira.
De acordo com o responsável dos bombeiros, citado pela Lusa, os dois técnicos, de 30 e 45 anos, estariam a fazer a reparação de uma torre no parque eólico do Cabeço Grande quando a neve começou a cair com alguma intensidade impedindo os homens de sair do parque.
Após várias tentativas de resgate pelos Bombeiros Voluntários de Montalegre, mas sem sucesso "devido à intensa formação de neve", foi accionado o helicóptero da protecção civil de Santa Comba Dão, que retirou os homens do local.
Por isso, neste momento, os dois técnicos que ficaram presos no parque durante toda a tarde de hoje "foram agora retirados em segurança", disse o comandante dos Bombeiros de Montalegre.


Fonte: JN

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ministro da Administração Interna entregou três das 95 viaturas a bombeiros

Estas viaturas operacionais de proteção e socorro representam um investimento de cerca de 12 milhões de euros.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, entregou hoje três das 95 viaturas operacionais de proteção e socorro a distribuir pelos bombeiros e cujo investimento ronda os 12 milhões de euros.
As três primeiras viaturas foram entregues aos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal, Campo de Ourique e Sabugal. Estava previsto ser entregue outra viatura aos Bombeiros de Vila Nova de Milfontes, mas um problema mecânico impediu.
Segundo Rui Pereira, o concurso de aquisição de 78 das 95 viaturas já está concluído, prevendo-se que a sua entrega seja faseada nos próximos meses, a uma média de três/quatro de três em três semanas.
Para as restantes 17 o concurso ainda está a decorrer.
No total, para a aquisição das 95 viaturas, o investimento é de 12 milhões de euros. As verbas vêm do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e dos vários governos civis, adiantou Rui Pereira no final da cerimónia, que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Oeiras, distrito de Lisboa.
A juntar à distribuição pelos bombeiros portugueses deste tipo veículos de proteção e socorro, o ministro garantiu que também vai ser renovado o parque de viaturas das corporações de bombeiros.
Vamos procurar renovar o parque de viaturas das cooperações e bombeiros recorrendo ao QREN, mas ao nível de programas regionais, num investimento de 26 milhões de euros, disse.
Segundo o ministro, é um esforço notável que permitirá modernizar o sector estratégico da Proteção Civil, porque a segurança também se joga na prevenção de catástrofes e acidentes.
Numa altura em que o frio e a neve têm provocado alguns constrangimentos em várias estradas portuguesas, nomeadamente na zona da Serra da Estrela, Rui Pereira garantiu que o Governo está atento à situação.
Estamos também atentos e dentro em breve iremos distribuir para as forças de segurança correntes de neve para os veículos e estamos a tratar, no âmbito de candidaturas regionais, de adquirir um veículo da limpeza da neve moderno e funcional, referiu.
A candidatura para a compra deste veículo está a ser preparada pelo Governo Civil da Guarda.


Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Encerradas 17 estradas do norte e centro do país devido à neve


Pelo menos 17 estradas do norte e centro do país estão cortadas ao trânsito devido à queda de neve e gelo acumulado durante a noite de hoje, segundo o último balanço realizado pela GNR.
"Estamos a fazer actualizações quase ao minuto e, neste momento, quase 20 vias estão interditas à circulação", revelou fonte da GNR, adiantando que os distritos mais afectados são Viseu, Vila Real, Guarda e Porto, que estão sob aviso amarelo, o menos grave, devido à queda de neve e continuação de baixas temperaturas, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM).
Às 9 horas de hoje, segundo a GNR, encontravam-se afectadas no distrito de Viseu a Estrada Nacional (EN) 321, cuja interdição "está ainda sujeita a confirmação", e as Estradas Municipais (EM) 1231 (entre Coelheira e São Macário), 1053, 1168 (entre a Várzea da Serra e Bigorne), 1228 (entre Landeira e Coelheira) e 514.
No Gerês, as estradas interditas são a EN 308 (ao quilómetro 7, nas Caldas do Gerês) e as duas vias que acedem ao ponto mais alto da Serra da Estrela, a Torre: a EN 338 e a EN 339.
No Marão, no distrito do Porto, duas Estradas Municipais encontram-se actualmente cortadas: a EN 15 (ao quilómetro 78) e a EN 101, no troço entre Carrapatelo e Baião.
Por fim, em Vila Real "estão contabilizadas seis estradas nas quais é impossível circular", declarou fonte a GNR, enumerando a EN 206 (em Balugas), EN 212 (em Guilhado), EN 311 (Venda Nova), EN 101 (no troço que liga Carrapatelo a Amarante), EN 15 (entre Boavista e Alto do Espinho) e a Estrada Regional (ER) 311 (na zona de Cerdedo).
Na quarta feira ao final do dia, 14 estradas estavam cortadas no país devido à neve, com o distrito de Vila Real a ser o mais afectado.
De acordo com as previsões meteorológicas para hoje, o frio e a queda de neve continuarão a afectar o norte e centro de Portugal continental, com 13 distritos sob aviso amarelo, o que significa situações de risco para a realização de determinadas actividades dependentes das condições meteorológicas.
Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Portalegre são os distritos com aviso amarelo e para os quais se prevê queda de neve, segundo as previsões do IM.

Fonte: JN

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ministro admite falha no combate aos incêndios

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, admitiu que o dispositivo de combate a incêndios teve dificuldade em actuar nos dias de Verão em que ocorreram mais de 350 fogos.
Numa audição parlamentar conjunta das Comissões de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, Rui Pereira afirmou que o sistema está preparado para responder satisfatoriamente até 250 fogos por dia.
«Este ano provou-se que o sistema está preparado para ir até 350 ignições por dia, mas foi aí que as dificuldades começaram, com dias em que ocorreram 400 e mesmo 500 ignições», afirmou o ministro.
Rui Pereira considerou que, «mesmo assim, a resposta [do dispositivo de combate a incêndios florestais] foi muitíssimo competente».
Questionado pelos deputados da oposição sobre a grande quantidade de reacendimentos que ocorreram, Rui Pereira justificou que «quando há muitas ocorrências ao mesmo tempo não é possível dar tanta atenção» aos fogos em rescaldo para evitar que se reacendam.
A lição a tirar da época de incêndios é a importância de «manter a disponibilidade de meios humanos e materiais», afirmou, argumentando que «não houve qualquer exagero no investimento neste sector».
Na audição, pedida pelo PCP e Bloco de Esquerda, o deputado comunista Agostinho Lopes questionou os «recursos escassos» do dispositivo de combate aos fogos e afirmou que «o principal problema é a falta de investimento na prevenção estrutural».
Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, questionou também que a fatia maior do investimento vá para o combate e não para a prevenção e apontou «falhas de coordenação do dispositivo, a nível local e municipal».
Pelo PSD, Pedro Batista Santos afirmou que «ainda há muito por fazer» e criticou a queda de «3,7 por cento» das verbas previstas no Orçamento do Estado para 2011 para a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Rui Pereira reconheceu que a Autoridade Nacional de Protecção Civil e a existência de um comando único de todas as forças de combate a incêndios é uma estrutura «muito complexa», mas afirmou que «funcionaram bem».
Quanto à descida de verbas destinadas à Autoridade Nacional de Protecção Civil, Rui Pereira afirmou que se trata de uma redução «no orçamento inicial mas não no orçamento executado», para o que se conta também com os fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Abel Baptista, do CDS-PP, afirmou que o dispositivo «não está oleado» e indicou que existem «falhas graves na estrutura», criticando ainda que a entrega de 78 viaturas de bombeiros às corporações do país só vá começar esta semana, quando os concursos foram lançados há três anos.
O ministro justificou a demora na entrega das viaturas de bombeiros com os «trâmites legais» do concurso que foi preciso seguir.
Rui Pereira afirmou ainda a necessidade de apostar mais na prevenção estrutural e no estímulo ao voluntariado nas corporações de bombeiros.


Fonte: TVI 24