quinta-feira, 11 de novembro de 2010

INEM já pagou 5,7 milhões de euros aos bombeiros


Fonte do INEM diz que foi paga uma parte dos 20 milhões que entidades de saúde devem às corporações de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa pelos serviços de transporte
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garante já ter liquidado, este mês, um total de 5,7 milhões de euros às corporações de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), relativos a serviços de transporte de doentes efectuados este ano. A regularização das dívidas às instituições que colaboram para o funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica foi eleita como "prioridade", explicou ontem ao DN fonte daquele organismo.
Assim, segundo o INEM, "nas duas últimas semanas" foram liquidados aos bombeiros e CVP os prémios de saída - montante que o INEM paga a cada corporação de bombeiros cada vez que são chamados a efectuar um serviço de emergência médica pré-hospitalar -, regularizando a situação até ao mês de Julho, inclusive.
A isto o INEM acresce os "subsídios trimestrais", cujo montante é pago por trimestre às corporações que têm uma ambulância daquele organismo. "Neste caso, os subsídios trimestrais foram já pagos até final do ano, apesar de estarmos ainda a meio do quarto trimestre", explicou a mesma fonte.
Números "demonstrativos do esforço e da vontade que o INEM está a fazer", sublinhou, para "ter as contas em dia relativamente aos seus parceiros, precisamente porque a sua colaboração é necessária e valorizada no âmbito do funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica".
Isto numa altura em que, como o DN revelou há dias, os bombeiros admitem que o serviço de transporte de doentes em ambulância pode parar em Janeiro, com corporações a entrarem em insolvência, face aos 20 milhões de euros de dívida por parte de entidades estatais, como hospitais ou administrações regionais de saúde.
Um cenário colocado pela Liga de Bombeiros Portugueses, que fala em "asfixia financeira" das corporações face ao "alargado prazo de pagamento" por parte das instituições de saúde, que no caso dos hospitais chega a mais de um ano.
Para monitorizar o montante em dívida, e "evitar que outras verbas se acumulem sem pagar", a partir de dia 18 este processo será monitorizado por uma equipa mista, criada pelo secretário de Estado da Saúde, e que visa "uniformizar para todo o País" a aplicação do Acordo para Transporte de Doentes.
É constituída por três elementos da Liga de Bombeiros e três da Direcção-Geral de Saúde. "É uma situação generalizada em todo o País. Se este trabalho de monitorizar os pagamentos falhar, em Janeiro estaremos a falar da progressiva falência das associações, o que seria gravíssimo", disse ao DN Rui Rama da Silva, que representa a Liga.
O INEM afirmou também ontem que vai pagar os vencimentos em atraso dos enfermeiros dos CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) de Lisboa e Coimbra, relativos a Janeiro a Junho - 63 mil euros. Para os enfermeiros a decisão "peca por tardia".
"Após ter sido efectuado o levantamento das situações que aguardam regularização, o conselho directivo autorizou o pagamento aos enfermeiros que prestaram serviço nos CODU de Lisboa e Coimbra", concluiu.

Fonte: DN

"Drama difícil de ultrapassar" nos Bombeiros de Lourosa

Três meses depois da morte da bombeira Josefa Santos, a combater um incêndio em Monte Meda, Gondomar, Diamantino Teixeira Sá, outro bombeiro ferido grave no mesmo incêndio, mantém-se em coma. O chefe da equipa ainda recebe apoio psicológico.
É com custo que Carlos Alberto Castanheira fala do dia em que Josefa Santos, 21 anos, bombeira voluntária de Lourosa, Santa Maria da Feira, morreu carbonizada num incêndio em Monte Meda, Gondomar, no passado dia 10 de Agosto.
Era ele o chefe da equipa de combate e um dos quatro bombeiros que escaparam, com vida, ao fogo que teve, ao que tudo indica, mão criminosa.
O chefe Castanheira continua a ter apoio psicológico ("uma grande ajuda para ultrapassar esta fase") e espera, "com ansiedade", pelo momento em que poderá voltar a falar com Diamantino Teixeira de Sá, 53 anos, outro bombeiro ferido gravemente no incêndio e ainda em coma.
"Tenho que saber o que ele me tem para dizer", referiu, lembrando que não vai conseguir ultrapassar o drama "de um dia para o outro".
Teixeira, como é conhecido, sofreu queimaduras em 70% do corpo. Internado no Hospital da Prelada, está em coma induzido, mas estável, permitindo várias cirurgias necessárias. De acordo com o comandante, José Oliveira, há esperança de que possa vir a recuperar.
"Mas dizem-me que continua a ser um doente de alto risco e que se encontra em situação crítica. Vão retirá-lo do coma e ver como reage", ressalvou.
No quartel dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, Santa Maria da Feira, ainda está muito viva a tragédia que, em a 10 de Agosto, roubou a vida a Josefa. Os rostos continuma fechados no luto e poucos são os que aceitam falar do caso. Só a recuperação do Teixeira poderá trazer algum ânimo.
Ontem, circulou uma mensagem enviada por correio electrónico para que os bombeiros usassem uma peça de roupa branca em homenagem à Josefa.
O regulamento dos bombeiros não permite, mas não faltou inspiração aos colegas para camuflarem a homenagem a que a maioria aderiu.


Fonte: JN

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Retomadas buscas para encontrar homem desaparecido no mar

As buscas para encontrar o homem desaparecido na terça-feira na praia da Vagueira, em Vagos, foram retomadas hoje, quarta-feira, de manhã pela Capitania do Porto de Aveiro, que já não espera encontrar a vítima desaparecida com vida.


Philippe Mignotto (esquerda) salvou-se, mas o amigo Armado Guerra desapareceu no mar
Foto:Ricardo Estudante/Global Imagens

"Retomámos as buscas às 7.15, ao longo das praias onde previsivelmente o corpo poderá aparecer", disse à Lusa o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Coelho Gil, admitindo não existir já esperança de "encontrar alguém com vida", tendo em conta as condições meteorológicas que se fizeram sentir na terça feira, quando as ondas chegaram a atingir uma altura superior a cinco metros.
O desaparecimento de um homem na praia da Vagueira, em Vagos, ocorreu na terça feira, quando dois indivíduos estavam a passear no paredão, tendo um deles escorregado, caído ao mar e, posteriormente, sido arrastado por uma onda.
O segundo homem, por sua vez, apenas sofreu algumas escoriações, tendo sido transportado para o Hospital de Aveiro.
De acordo com o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, nas buscas que irão decorrer ao longo do dia de hoje estarão envolvidos os bombeiros de Vagos, assim como patrulhas apeadas, que irão percorrer as praias da zona da Vagueira, e algumas moto-quatro, que deverão realizar as patrulhas de forma "mais rápida".
Estes meios vão manter-se no local até cerca das 10.30, altura em que irá ocorrer a baixa-mar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dez distritos em alerta laranja devido ao vento forte

Autoridade Nacional de Protecção Civil lançou um alerta, sobretudo para as terras altas e litoral oeste, onde ventos fortes poderão soprar a 100 quilómetros/hora.
A passagem de uma superfície frontal de actividade moderada a forte sobre o território continental irá provocar vento de oeste e noroeste forte, com rajadas que poderão atingir os 90 Km/h no litoral oeste e os 100 Km/h nas terras altas, alertou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC)em comunicado.
O vento será acompanhado de agitação marítima em alguns pontos da costa, sobretudo acima do Cabo da Roca, com as ondas a atingirem os cinco metros de altura na segunda feira e os sete metros na terça-feira.
Perante este cenário, a ANPC aconselha os cidadãos a adoptarem cuidados redobrados quando estiverem a realizar actividades relacionadas com o mar ou no estacionamento de viaturas junto à orla costeira, advertindo também para a necessidade de fixar estruturas soltas ou suspensas.
Os condutores são igualmente aconselhados a ter cautela durante a circulação, devido ao piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou arrastamento de detritos e materiais sólidos para a via.
Também devido ao vento forte, o Instituto de Meteorologia (IM) colocou 10 distritos do norte do país sob aviso laranja, o segundo menos grave de uma escala de três, que significa situação meteorológica de risco moderado a elevado.
Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco são os distritos sob aviso laranja, com os locais junto ao litoral a sofrerem igualmente de agitação marítima.
Os distritos de Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Beja e Faro estão sob aviso amarelo - o menos grave, que significa situação de risco para a realização de determinadas actividades dependentes das condições meteorológicas -, também devido ao vento forte e, no caso das zonas do litoral, a agitação marítima.
Ainda segundo o IM, as previsões para hoje, segunda-feira, nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, são de céu geralmente muito nublado, com períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser fortes. Acima dos 1200 a 1400 metros deverá registar-se a queda de neve, subindo a cota para os 1400 a 1600 metros.
O vento será fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante oeste, tornando-se moderado a forte (30 a 50 km/h) a partir do início da manhã, com rajadas na ordem dos 80 km/h no litoral. Nas terras altas, o vento será forte a muito forte (50 a 75 km/h), com rajadas na ordem dos 100 km/h.
A sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, o céu será muito nublado, com períodos de chuva fraca, em especial a partir da tarde.
O vento será fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante oeste, tornando-se moderado a forte (30 a 45 km/h) a partir do meio da manhã, com rajadas na ordem dos 70 km/h no litoral e dos 80 km/h nas terras altas.
Relativamente ao estado do mar, na costa ocidental as ondas serão de noroeste com 1,5 a 2,5 metros, aumentando depois para os 4,5 a 5,5 metros (a norte do Cabo da Roca) e para os três a quatro metros, a sul desse ponto. A temperatura da água do mar será de 16 ou 17 graus Celsius.
Na costa sul, as ondas de sudoeste terão um a 1,5 metros de altura e a água deverá registar uma temperatura de 18º.
As máximas previstas para hoje são de 16º no Porto, 18º em Ponta Delgada e Lisboa, 19º em Faro e 23º no Funchal.


Fonte: JN

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cinco feridos em acidente de ambulância

Cinco pessoas ficaram feridas numa colisão entre uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Alenquer e um veículo ligeiro, ontem à tarde, no cruzamento entre as avenidas Gago Coutinho e Estados Unidos da América, em Lisboa.
Dois bombeiros, o paciente, de 75 anos, que estava a ser transportado para o Hospital de S. José, a mulher deste e ainda o condutor do outro veículo ficaram feridos e tiveram de receber tratamento hospitalar. Ao final da noite, continuavam em observação, três deles no Hospital de Santa Maria e outros dois no de S. José, mas o seu estado de saúde não inspirava cuidados de maior.
O acidente deu-se pelas 16h00. A ambulância seguia em marcha de urgência e ambos os veículos não conseguiram travar a tempo de forma a evitar a colisão. Contactada pelo CM, a corporação de Bombeiros de Alenquer não quis prestar declarações por ainda estarem em investigação as causas do acidente. Nas operações de socorro estiveram os Sapadores de Lisboa, o INEM e a PSP.

 
Fonte: Correio da Manhã

domingo, 7 de novembro de 2010

Gil Martins Suspeito do Desvio de Verbas que Deveriam Ser Para o DECIF (continuação)

Comandante sob suspeita


O comandante operacional do Comando Nacional de Operações de Socorro, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), está a ser investigado pelo alegado desvio de 100 mil euros entre os anos de 2007 e 2008. Gil Martins foi, primeiro, alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou a um processo disciplinar na Inspecção-Geral da Administração Interna, desde Maio.
O objectivo é apurar internamente responsabilidades no alegado desvio de dinheiro, mas, tratando-se de crime público, o DIAP de Lisboa deverá avançar para uma investigação. Gil Martins adiantou apenas, ao ‘Expresso’, que ainda não foi ouvido. Tudo se passou durante os meses de Verão, altura em que é empenhado maior número de meios humanos e materiais devido aos fogos florestais. Nesse período, as escalas e os mapas mensais de pessoal apresentavam os nomes de mais elementos do que aqueles que, na prática, se apresentavam ao serviço.
Apesar do excesso de nomes nos documentos, que acabavam por não trabalhar na sala do Comando Nacional da Protecção Civil, estes acabavam por ser entregues no departamento financeiro da Protecção Civil. O valor pago relativamente aos operacionais excedentários não era entregue directamente ao Dispositivo Especial de Combate aos Incêndio Florestais, mas sim a uma associação de bombeiros em Barcarena, através de protocolo. Gil Martins receberia outra parte.



MOTORISTA RECEBIA DINHEIRO


Segundo a investigação interna, a verba que era paga a mais pela contabilidade passava, em parte, devido a um protocolo, pela Associação Humanitária de Bombeiros Progresso Barcarense. A outra parte ia parar à conta de um motorista do Comando Nacional, que levantaria a verba e a entregaria a Gil Martins.
Na associação de bombeiros, o dinheiro era movimentado e justificado com facturas atribuídas, ao que tudo indica, a bens de consumo pessoal: refeições, estadas em hotéis, telemóveis, computadores, televisores LCD, pneus para carros e até consolas de videojogos. Esta investigação interna terá começado depois de ter sido detectado um esquema idêntico na área de Évora.

Fonte: Correio da Manhã
Foto: Ricardo Reis

Governador civil visitou quartéis em obras no distrito de Vila Real

O governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves, visitou, durante a semana passada, as obras que estão a decorrer em vários quartéis de bombeiros do distrito. De acordo com o governador civil, neste momento, estão em curso onze intervenções, num total de mais de 5 milhões de euros.
Em Chaves, onde visitou a construção, de raiz, do novo quartel dos Bombeiros de Salvação Pública, junto à Munível, Alexandre Chaves disse, ao Semanário TRANSMONTANO, que a visita é uma forma de incentivo às direcções dos bombeiros. “Estamos a ver o decurso das obras, mas queremos também saber das necessidades dos bombeiros, bem como incentivá-los para que as obras cumpram os prazos previstos”, explicou o governador civil. Não é o caso do quartel flaviense. Deveria ter ficado pronto ainda este ano, mas, ao que tudo indica, só ficará concluído em Agosto do próximo ano. De acordo com o vice-presidente dos Bombeiros, Alcino Rodrigues o atraso teve a ver com as intempéries registadas e com alguns problemas relacionados com as empresas subcontratadas pela empresa a quem a obra foi adjudicada, a Sincof.
Alexandre Chaves referiu ainda que as obras em curso vão dar “dignidade” aos quartéis, “para que os bombeiros possam responder com mais funcionalidade e mais prontidão, dando, desta forma, mais segurança às pessoas”.
Depois da visita ao quartel em obras em Chaves, Alexandre Chaves, acompanhado do coordenador do Centro Distrital de Protecção Civil de Vila Real, Carlos Silva, seguiu para Carrazedo Montenegro, onde visitou a remodelação em curso no quartel de Bombeiros de Carrazedo de Montenegro.

Quartel dos bombeiros “de cima” continua por vender

O actual quartel dos Bombeiros de Salvação Pública (de cima) ainda não foi vendido. O concurso de venda lançado pela direcção dos bombeiros só contou com uma proposta, que acabou por ser rejeitada, por ficar abaixo do valor base de venda, 650 mil euros.
De acordo com o vice-presidente da direcção, Alcino Rodrigues, às 15h00 de sexta-feira da semana passada, hora limite para a entrega de propostas (carta fechada), só a empresa de construção civil Sincof apresentou uma oferta. No entanto, a direcção não aceitou os 450 mil euros propostos pela firma.
Alcino Rodrigues admite agora relançar o concurso. “É o que vamos fazer, caso não apareça alguém que nos dê o justo valor”, revelou.
O dinheiro arrecadado com a venda do edifício servirá, sobretudo, para a direcção dos Bombeiros pagar a sua comparticipação (30 por cento) no novo quartel, em construção junto à Munível, na zona industrial do Alto da Cocanha.






Fonte: Semanário Transmontano